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quinta-feira, 27 de março de 2014

Estado da Geórgia, nos EUA, aprova lei que permite armas em igrejas

Legislação simboliza fracasso dos esforços do governo Obama por controle de armamento após ataque de atirador em escola primária
O presidente americano, Barack Obama, abraça mãe de criança assassinada no ataque à escola Sandy Hook: esforço federal para conter armas não funcionou (AP / 17-4-2013)
O presidente americano, Barack Obama, abraça mãe de criança assassinada no ataque à escola Sandy Hook: esforço federal para conter armas não funcionou (AP / 17-4-2013)
Publicado em O Globo
LOS ANGELES — Por um breve momento após a chacina na escola primária Sandy Hook, em dezembro de 2012, parecia que os Estados Unidos endureceriam suas leis sobre armas. Na época, o presidente Barack Obama anunciou um grupo de trabalho liderado pelo vice Joe Biden.
Um ano depois, estados americanos aprovaram 39 leis para reforçar o controle de armas. Mas, segundo o “New York Times”, no mesmo período, passaram outras 70 leis para enfraquecer esse controle.
A maré parece favorável ao lobby pró-armas. Na terça, a Câmara da Geórgia aprovou por 112 votos a 58 uma lei que permite aos cidadãos portar armas em bares, restaurantes, igrejas, aeroportos e salas de aula em escolas primárias. A ONG Americanos por Soluções Responsáveis (ARS), fundada pela ex-deputada Gabrielle Giffords — baleada em um tiroteio no Arizona em 2011 —, descreveu o texto como “a mais extrema lei sobre armas nos EUA”. O governador da Geórgia, o republicano Nathan Deal, deve sancioná-la.
A lei diz que líderes religiosos serão responsáveis por decidir se permitirão armas dentro de templos. O mesmo vale para donos de bares e seus estabelecimentos.
Por outro lado, nas escolas primárias, a direção poderá nomear funcionários para portar armas. A lei também permitirá, segundo críticos, que criminosos e pessoas sem porte de arma as usem sob a justificativa do “Stand Your Ground”, lei que permite a qualquer cidadão se defender caso se sinta ameaçado.
— O governador Deal precisa decidir se quer permitir armas nas filas do aeroporto mais movimentado do país, forçar conselhos escolares a debates amargos sobre a presença de armas nas salas de aula, e expandir a possibilidade de porte a pessoas que cometeram crimes com armas —disse Pia Carusone, diretora executiva da ARS.
Já para Jerry Henry, diretor do grupo pró-armas Georgia Carry, comemorou a nova lei e anunciou que a organização vai pedir mais relaxamento da legislação. A Associação Nacional do Rifle (NRA) também celebrou a aprovação como uma “vitória histórica”.
O estado da Geórgia é um dos vários que reagiram no sentido contrário às cobranças do governo federal. A maioria se concentra no Sul e no Oeste dos EUA, e tem Legislativos dominados por republicanos. A Carolina do Sul permitiu armas em bares e restaurantes. Oklahoma e Idaho têm novas leis autorizando a posse de armas em universidades. No Indiana, deputado analisam texto que daria o direito de manter armas em carros trancados dentro do terreno de escolas.
Outros estados, por sua vez, tomaram outro rumo. Em outubro, o governador da Califórnia, Jerry Brown, sancionou dez leis de controle de armas. Connecticut — onde aconteceu a tragédia da escola Sandy Hook — classificou sua legislação antiarmas aprovada ano passado como a mais dura dos EUA. A lei da Geórgia foi criticada pela polícia estadual e associações de restaurantes, assim a TSA, agência federal responsável pela segurança nos aeroportos.
A lei na Geórgia foi aprovada nos últimos instantes de uma sessão legislativa, impedindo a discussão sobre um projeto para permitir o uso de maconha como tratamento médico por crianças que sofrem de graves ataques epilépticos.
— Não fizemos nada pelas crianças, mas aprovamos uma lei sobre armas — disse o senador estadual Fran Millar, republicano.
dica do Ailsom Heringer

quarta-feira, 26 de março de 2014

Me Ensine


Me ensine a chorar
Me ensine a chorar lágrimas de sangue
quando eu estiver em angústia

Me ensine o silencio
e me de forças para carregar a cruz
sem dizer uma única palavra

Me ensine o brado dado antes da morte
Me ensine a escuridão da natureza
quando o seu coração parou de bater

Me ensine a esquecer o ensinamento daqueles
que me disseram como recosturar o véu
Me ensine a largar as pedras que apedrejam a pecadora
Me ensine que somos todos pecadores

Me ensine a agradecer pelo pelos poucos pães
que alimentam a multidão
E me de sabedoria para eu me dar conta
de que não foi necessário pedir por mais pães

Me ensine a morrer
e eu suplico
suplico aprender a ver o vinagre como doce
Suplico aprender com a sede sentida na cruz
Suplico aprender com a fome no deserto
E que eu possa ser digno de aprender a esquecer tudo
aquilo que a religião me ensinou

Eleva meu espirito a cima dos templos
Eleva minha oração a cima de mamom
Me ensine a tirar a sandália dos pés
E que eu possa orar a cada dia pelo pão da vida
ao invés de pedir pelo pão da religião e dos homens

Me ensina a arte de sentir o teu incenso
e o namoro apaixonado renovado a cada dia
que eu olho nos seus olhos

Eleva a minha vida para que eu possa ver o seu reflexo
quando eu olho no espelho de manhã
Que eu possa acreditar na sua presença
quando eu contemplar o céu

E que a minha mão seja arrancada
antes que eu consiga terminar de pintar o seu retrato na minha carteira

Que algum dia eu possa ter a honra
de te fazer sentir o cheiro da fogueira
que queimará a minha carne

Peço que eu possa ser chamado de herege pela religião
e finalmente te peço que algum dia eu possa
ter a honra e o privilegio de ser chamado
Imitador de Cristo

7 hábitos que você precisa abandonar se quiser ter sucesso

sucesso-interna
Publicado no Nômades Digitais
Correr atrás dos seus sonhos e apostar em projetos pessoais exige uma grande dose de esforço e coragem. Permanecer estático no mesmo lugar, apesar de ser entediante, causa muito menos dor do que ir realmente em busca de algo que você acredita. Muita gente só vê os frutos colhidos do final, e acha que pessoas bem sucedidas tiveram “sorte” – mas na verdade, a palavra sorte em 90% dos casos deveria ser trocada pela palavra “merecimento.”
Ouvimos muitos casos de pessoas que começam a investir tempo e energia para fazer o que eles realmente gostam, mas que param no meio do caminho quando encontram as primeiras dificuldades. E depois, dizem que não deu certo, que o mercado não estava bom, que eles não tiveram sorte, dentre outras desculpas. Isso é natural, já que a verdade nesses casos costuma ser bem difícil de digerir: se algo que você estava fazendo não deu certo, o responsável por isso geralmente é você.
Por isso achamos bem legal esse texto escrito pela Juliana Garcia, no qual ela lista 7 coisas que você precisa parar de fazer hoje para que seus projetos dêem certo, confira:

1. Procrastinação

Enrolar, deixar pra depois, amanhã eu faço… Se você quer ver seu negócio dar frutos, vai ter que cortar essa erva daninha pela raiz. Em primeiro lugar, é bom entender que por trás da procrastinação muitas vezes está o perfeccionismo. A exigência da perfeição pode estar fazendo você querer dourar demais a pílula, enrolar para lançar seus projetos. Drible isso com muito pé no chão e ação. Já!

 2. O medo do julgamento ou “o que os outros vão pensar?”

Essa preocupação bloqueia sua criatividade, mina sua autoconfiança e ainda dá força para a procrastinação. Claro, você não pode esperar lançar um produto e achar que não importa o que seus clientes pensam. A questão é: pra saber o que seu cliente pensa, não dá para ficar criando hipóteses e mais hipóteses na sua cabeça, precisa agir, perguntar, interagir, colocar sua ideia no mundo.

3. A necessidade de estar sempre certo

Filho do medo do julgamento, o medo de errar também paralisa. Porém o mais curioso nisso é que esse medo nos cega para o seguinte fato: se não estivermos em nosso verdadeiro caminho, as coisas já estão erradas. É ou não é?
Então, viva, se lance, se tropeçar, levante, caminhe, lance sementes, faça acontecer.

4. Os papos negativos

Se você quer crescer, precisa se cercar de pessoas, climas e ideias que promovam crescimento. Começando por suas conversas internas e se expandindo para o cotidiano. Não alimente papos que diminuam os seus sonhos, que acabem com sua esperança, que coloquem em dúvida o seu potencial.

5. Críticas e reclamações

O clima da reclamação e da crítica alimenta os papos ruins, climas sabotadores e crenças negativas. Experimente: 21 dias sem reclamar ou criticar nadinha! Se criticar ou reclamar, volte a contagem. Supere esse vício, já!

6. Resistência à mudança

Vivemos na tendência à inércia, a se manter no mesmo lugar, no que já é conhecido. Ressignifique isso! Mudar é bom. Mudar é positivo. Mudar faz a gente crescer e conhecer novos ares. Abrace a mudança!

7. As velhas desculpas

Elas não servem mais para você, não condizem com a nova vida que você quer levar. E o principal: você não precisa delas para se proteger. A partir de agora você tem outros escudos mais eficazes: seu trabalho, seus sonhos, sua vontade, sua energia positiva, sua criatividade. Você tem boas companhias para seguir crescendo, abandone o medo e siga em frente.
Crédito da foto: Christian Hopkins

PSDB e PT buscam apoio evangélico em SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em culto em homenagem ao pastor Enéas Tognini, em SP (foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em culto em homenagem ao pastor Enéas Tognini, em SP (foto: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)
Gustavo Uribe  e Marina Dias, na Folha de S.Paulo
No salão apertado de um hotel em Guarulhos (SP), o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, discursava entre gritos de “aleluia” e “glória” vindos da plateia. O petista fez questão de ressaltar a presença do pai, que é metodista, e apresentou-se como um homem que crê em Deus, sob o olhar desconfiado de alguns evangélicos.
Quatro dias depois, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), subia ao altar da Igreja Batista do Povo, na capital paulista, durante culto em comemoração aos 100 anos do pastor Enéas Tognini. Orou, fechou os olhos, levantou as mãos, mas errou diversas vezes a letra das canções de louvor.
“Feliz a cidade, feliz o Estado, feliz a nação cujo Deus é o Senhor”, decretou.
A menos de sete meses das eleições, os principais nomes que disputarão a sucessão ao governo estadual iniciaram uma romaria em busca do apoio de líderes evangélicos, que dialogam com quase um quarto dos paulistas.
Em troca, os pastores reivindicam a inclusão de cinco pontos nos programas de governo dos pré-candidatos, entre eles, o ensino religioso na grade regular de escolas públicas e a neutralidade diante de temas como a legalização do aborto e a descriminalização das drogas.
Até o momento, os pré-candidatos, que abriram espaço em suas agendas para visitas a templos e encontros com pastores, têm evitado se comprometer com os pedidos, mas fazem discursos em reverência aos evangélicos.
“Vocês sabem que o presidente Lula começou no país uma era de crescimento, de ascensão, de redução da pobreza. E todos nós sabemos o quanto tem o dedo de Deus no crescimento individual no nosso país”, disse Padilha há duas semanas, durante encontro com pastores.
No evento, pediu que orassem por ele, que trouxessem propostas para a elaboração do seu programa e se mostrou favorável à oferta de apoio espiritual durante tratamento para dependentes químicos.
“Com certeza nossas reivindicações vão entrar no plano de governo. São pedidos pertinentes e ele [Padilha] me disse isso pessoalmente”, afirmou Luciano Luna, coordenador do setorial de assuntos religiosos do PT.
Além de ter visitado o templo batista na semana passada, Alckmin se encontrou no início do mês com lideranças evangélicas, na sede do governo paulista. Uma agenda com pastoras também deve ser estruturada para a primeira-dama, Lu Alckmin.
“O governador já foi a todas as igrejas evangélicas que você pode imaginar. Ele vai ao interior e é convidado a participar de cultos, assim como a missas”, disse o presbítero Geraldo Malta, do PSDB.
O pré-candidato do PMDB, Paulo Skaf, é outro que mantém encontros com lideranças e participa de cultos. A meta dos peemedebistas é obter o apoio de um milhão de evangélicos em São Paulo.
“Pretendemos consolidar o apoio de mil lideranças [evangélicas]. Cada uma buscará mais cem pessoas, que buscarão mais dez, o que dá um milhão de eleitores”, disse o coordenador do núcleo evangélico do PMDB, pastor Renato Galdino.
dica do Ed Brito

Doleiros usam igrejas para ‘lavar’ dinheiro

Doleiros usam imunidade tributária conferida por lei a templos religiosos para lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e sonegação fiscal.
André Guilherme Vieira, no Valor Econômico [via Unisinos]
foto: internet
foto: internet
As igrejas contam com uma condição fiscal privilegiada no Brasil. A Constituição estabelece no artigo 150 que é vedado à União, Estados, Distrito Federal e municípios, instituir impostos sobre templos de qualquer culto. A proibição compreende patrimônio, renda e serviços relacionados às finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. O Supremo Tribunal Federal (STF) já definiu que “templo” não está restrito ao espaço físico do culto religioso, compreendendo o conjunto de bens da organização religiosa, que devem estar registrados como pessoa jurídica.
“O uso de ‘templos de fachada’ ou ‘igrejas-fantasma’ está se disseminando no país”, alerta o desembargador federal Fausto Martin de Sanctis, especializado no combate a crimes financeiros e à lavagem de dinheiro. O magistrado, autor de livros sobre o tema no Brasil e nos Estados Unidos, destaca que a condição tributária singular franqueada às igrejas tornou-se um expediente eficaz para abrigar recursos de procedência criminosa, sonegar impostos e dissimular o enriquecimento ilícito: “É impossível auditar as doações dos fiéis. E isso é ideal para quem precisa camuflar o aumento de sua renda, escapar da tributação e lavar dinheiro do crime organizado. É grave”, conclui Sanctis.
Doações de organizações religiosas a partidos políticos são proibidas pela legislação. Elas podem significar cassação do diploma ou indeferimento da candidatura. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou convênio com a Receita e a Polícia Federal (PF), para agilizar punições quando detectadas operações de caixa dois e outros ilícitos: “Sempre nos preocupamos com essa forma de doação, porque, além de criminosa, desequilibra a corrida eleitoral”, diz o juiz assessor da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Marco Antonio Martin Vargas. “Agora há maior facilidade de aferição de recursos, por conta do cruzamento com dados das declarações de imposto de renda”, assinala Vargas. Ele salienta que a colaboração da sociedade é fundamental para reprimir o fluxo de valores não contabilizados e a lavagem de dinheiro. ” A doação ilegal existe, claro. E aquele que recebe por caixa 2 corre por fora da declaração de arrecadação e gasto”.
Na opinião do procurador da República em São Paulo, Silvio Luís Martins de Oliveira, que investigou e denunciou criminalmente responsáveis pela Igreja Universal do Reino de Deuspor lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha e estelionato, é preciso refinar a fiscalização sobre atividades financeiras de entidades religiosas: “Eu acho que se a igreja cumpre um papel social, tudo bem quanto ao tratamento fiscal diferenciado. Mas quando começa a virar empresa de telecomunicações, fazer doações a políticos, aí é preciso refrear”. Segundo o procurador, o mecanismo utilizado em templos destinados à lavagem de dinheiro continua sendo o sistema paralelo conhecido como dólar-cabo, embora, algumas vezes, também envolva a compensação bancária: “Costuma ser um doleiro de confiança que busca ajuda de casas de câmbio, pois a quantidade de cédulas é enorme. É o que chamam de ‘dinheiro sofrido’, porque o fiel costuma pagar o dízimo com notas amassadas”, esclarece.
Uma das lideranças mais polêmicas da bancada evangélica na Câmara dos Deputados, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), discorda que falte fiscalização às doações realizadas às igrejas: ” Essa citada falta de fiscalização é questão de ponto de vista. Se o legislador após longo debate na Assembleia Nacional Constituinte isentou as instituições religiosas de impostos, nada mais fez do que atender aos anseios da maior parte da sociedade”, pondera.
O número de igrejas e templos abertos no país segue em crescimento, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. São 55.166 organizações religiosas em atividade em 2014, contra 54.402 no ano passado e 46.010 em 2012. Crescimento de 18,24% na variação entre 2012 e 2013, e de 1,4% na comparação deste ano com 2013. O número de entidades religiosas já é maior que o de sindicatos (33.837) e que o de cooperativas (40.196).
O estudo “Religião e Território” (2013), dos pesquisadores Cesar Romero JacobDora Rodrigues Hees e Philippe Waniez, indica expansão exponencial dos chamados “evangélicos não determinados”. Eles passaram de 580 mil no ano 2000 para impressionantes 9,2 milhões em 2010. Os evangélicos de missão cresceram de 6,9 milhões para 7,6 milhões no mesmo período, enquanto os evangélicos pentecostais passaram de 17,6 milhões para 25,3 milhões em dez anos.
Seguiu engessado por quase um ano na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, Projeto de Lei Complementar (PLP) que suspenderia a imunidade tributária de templos de qualquer culto, partidos políticos, sindicatos e de instituições educacionais e de assistência social sem fins lucrativos. Mas a proposta foi retirada pelo próprio autor, deputadoMarcos Rogério Brito (PDT-RO): “Foi o partido que me pediu para reapresentar o projeto, que originalmente teve outro deputado como autor, Gustavo Fruet (PDT) [atual prefeito de Curitiba]. Mas demandaria modificar a Constituição, então teria de ser pela via da emenda constitucional. Por isso retirei”, explica.
O parlamentar nega ter havido pressão para o descarte da proposta e afirma considerar a possibilidade de reconfigurar a ideia nos moldes de uma PEC. Mas diz que o estudo ainda não foi concluído pela área técnica da Câmara. No entanto, Brito diz que, pessoalmente, é favorável à imunidade tributária “para igrejas, partidos políticos, jornais e revistas”.
A manutenção da condição ímpar de isenção fiscal a que as entidades religiosas foram alçadas pela Constituição, é defendida intransigentemente pela bancada evangélica da Câmara dos Deputados, que conta com 73 parlamentares eleitos em 2010 e vem ganhando representatividade a cada nova legislatura. O deputado Marco Feliciano declara-se “visceralmente” a favor da imunidade fiscal aos templos, em nome da ‘liberdade religiosa’. Sobre o uso das casas religiosas para práticas de moral e legalidade questionáveis, Felicianofaz uma alusão indireta a entidades católicas: “Se partirmos do pressuposto que uma entidade não deve ter tratamento especial pela possibilidade de malfeitores se aproveitarem, por analogia o mesmo princípio se aplicaria às Santas Casas e Universidades mantidas por Fundações sem fins lucrativos”.
dica do Gerson Caceres Martins

Suicídio: fique atento a estes sinais

sad-man-stigma-110603-838x558Natasha Romanzoti, no HypeScience
O suicídio é um grande problema no globo todo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, um milhão de pessoas tiram a própria vida – ou seja, uma morte a cada 40 segundos, que poderia ter sido evitada.
A média brasileira fica entre 25 e 26 suicídios por dia, número só inferior ao de mortes no trânsito e homicídios. Ainda segundo dados da OMS, ao longo da vida, 17,1% dos brasileiros pensam seriamente em se matar, 4,8% chegam a elaborar um plano para tanto, e 2,8% efetivamente tentam o suicídio.
Já de acordo com dados do Ministério da Saúde brasileiro, de 2006 a 2010, o país teve uma média de 4,8 suicídios a cada 100.000 habitantes, sendo que o estado do Rio Grande do Sul liderou essa estatística, com 10,2 casos a cada 100 mil habitantes, o que é próximo de países com taxas altas de suicídio, como Suécia e Noruega.
O que fazer para abrandar esses números, que já aumentaram 30% nos últimos 25 anos no Brasil, e devem dobrar no mundo todo até 2020?
Especialistas em prevenção de suicídio sugerem que uma pessoa com pensamento suicida geralmente exibe sinais de alerta, que os parentes e amigos próximos podem perceber.
Confira os indícios para os quais se deve ficar atento, alguns mais óbvios, outros menos esclarecedores, de acordo com a Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio:
  • Falar ou discutir sobre o desejo de morrer;
  • Pesquisar maneiras de se matar;
  • Fazer referências à desesperança ou ao sentimento de que a vida não tem nenhum propósito;
  • Exibir sentimentos de estar preso ou de dor insuportável;
  • Exibir sentimentos de ser um fardo para os outros;
  • Aumento do uso de álcool ou drogas;
  • Alterações do sono, como sono excessivo ou insônia;
  • Isolamento e retirada social;
  • Manifestação de raiva ou desejo de vingança;
  • Exibir ansiedade, agitação ou agir com imprudência;
  • Ter oscilações extremas de humor.
Para ajudar pessoas com esses sinais, você deve se certificar de que elas não sejam deixadas sozinhas, remover quaisquer objetos perigosos ou drogas que poderiam ser usados em uma tentativa de suicídio e procurar ajuda médica imediata.
Caso seja você quem precise de ajuda, fale anonimamente com o CVV pelo telefone 141 ou qualquer um dos seus canais. [LiveScience, Folha 1 e 2]

quinta-feira, 20 de março de 2014

Excomungado, fundador de igreja polêmica nos EUA morre aos 84

Reverendo Fred Phelps durante pregação na sede da igreja Westboro, no Kansas (Charlie Riedel - 19.mar.2006/Associated Press)
Reverendo Fred Phelps durante pregação na sede da igreja Westboro, no Kansas (Charlie Riedel – 19.mar.2006/Associated Press)
Publicado na Folha de S.Paulo
O pastor e fundador da Igreja Batista Westboro, Fred Phelps, morreu nesta quarta-feira aos 84 anos, no Kansas, anunciou a instituição nesta quinta. Ele e sua igreja ficaram famosos por fazer piquetes em funerais de militares e eventos políticos, entre outros, com placas como “Deus odeia gays”.
Em um dos últimos comunicados da igreja de Westboro sobre o estado de saúde de Phelps, a instituição também anunciou que seu fundador havia sido excomunhado em meados de 2013.
Phelps começou sua pregação com a Westboro em Topeka, Kansas, em 1955. Nos últimos anos, Phelps e seu culto ficaram famosos por condenar os avanços das leis civis de igualdade de direitos para homossexuais e considerar que a morte de soldados americanos no Iraque e no Afeganistão era um castigo de Deus ao país por tais ações.
Além de “God Hates Fags” (deus odeia gays), os cartazes dos adeptos da igreja frequentemente diziam “Obrigado Deus pelos soldados mortos” e eram mostrados em enterros de mortos em combate.
As ações do grupo motivaram o então presidente George W. Bush a assinar, em 2006, uma lei proibindo protestos em torno de funerais de militares mortos em combate.
Segundo o site da Westboro, mais de 53 mil piquetes foram realizados em uma série heterogênea de eventos, incluindo entradas de shows da cantora pop Lady Gaga.
Phelps deixa mulher, Margie, e 13 filhos, muitos dos quais renegaram as pregações do pai. Um deles, Nathan Phelps, é um proeminente defensor de direitos da comunidade LGBT.
dica do Fabio Martelozzo Mendes

E disse o Facebook: haja amigos; e houve ‘amigos’

Vivemos hoje num ‘mundo líquido’, em constante mudança, onde há poucas certezas. 

E é neste contexto pós-moderno que o notável sociólogo Zygmunt Bauman explica as diferenças entre comunidade e rede social e entre laços humanos e amizades virtuais, algo que talvez já não seja mais tão evidente para todos. 

Nunca foi tão fácil ‘gostar’ de alguém [por vários motivos]…

sexta-feira, 14 de março de 2014

Mães evangélicas boicotam vacinação de filhas contra HPV

Mães evangélicas afirmam que suas filhas “se sentiriam imunizadas e tentariam experimentar o novo” e que a melhor forma de prevenir Doenças Sexualmente Transmissíveis é a fidelidade no casamento
maes-evangelicas-hpvPublicado no Pragmatismo Político
Recentemente, o Ministério da Saúde brasileiro lançou uma campanha nacional para vacinação de adolescentes contra o papilomavírus humano (HPV), vírus tido pelos especialistas como uma das principais causas de câncer no colo do útero. Porém, a campanha, que tem como público alvo meninas entre 11 e 13 anos, tem recebido resistência por parte de algumas religiosas antes mesmo de iniciar.
Marcada para começar no dia 10 de março de 2014, a vacinação das adolescentes estaria sendo boicotada por um grupo de mães evangélicas, que querem evitar que suas filhas tomem a vacina afirmando que a mesma pode incentivar a prática sexual.
Segundo uma matéria que tem circulado na internet (do Estado do Espírito Santo), algumas mães afirmam que, com a vacina, suas filhas “se sentiriam imunizadas e tentariam experimentar o novo”. Uma das defensoras desse ponto de vista seria a pastora e psicanalista Raquel Diniz Jantorno, 38 anos. Mãe de duas meninas atualmente com 10 e 3 anos de idade, ela afirma que não permitirá que as filhas recebam a vacina quando tiverem idade para isso.
- Não tenho nada contra o cuidado do Ministério da Saúde com o povo brasileiro, mas acho que essa vacina é desnecessária. A melhor forma de prevenir Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é a fidelidade no casamento – afirma a pastora.
- Essa é uma idade em que os hormônios estão à flor da pele e tudo desperta curiosidade. Com a vacina, elas se sentiriam imunizadas e tentariam experimentar o novo – completa.
A opinião de Raquel é defendida também pela evangélica Elizângela Gomes, 28, mãe de uma menina de 7 anos, que também afirma não haver necessidade da filha receber a vacina quando estiver na idade.
- O que previne mesmo as meninas do HPV é a relação com um só parceiro. Desde já converso com ela numa linguagem simples, que ela entenda, sobre a sexualidade – defende a dona de casa.
Segundo a reportagem, o presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, Enoque de Castro, também se pronunciou sobre o assunto, dizendo acreditar que a vacina é uma boa solução para a doença, mas que concorda que a melhor prevenção é a fidelidade.
dica da Renata Lino

Menina de 4 anos está em tratamento contra vício de iPad

vicioemipad

Publicada no Yahoo!
Ela é a britânica mais jovem a ser diagnosticada com vício em iPad. A compulsão em usar o tablet da Apple fez uma garota (o nome foi mantido em sigilo para preservar a privacidade da criança) de apenas quatro anos ser obrigada a passar por tratamento psiquiátrico. Ela adora os joguinhos no iPad e apresenta sintomas de abstinência quando o aparelho é retirado dela, informa o site News Australia
A notícia surge dias após uma pesquisa mostrar o crescente uso de aparelhos eletrônicos por crianças de menos de 10 anos. Metade dos pais deixa o filho usar o smartphone ou tablet e cerca de 15% das crianças usa o aparelho por quatro ou mais horas todos os dias, segundo esse levantamento. A garota, moradora do sudeste de Londres, ficou viciada no iPad com três anos de idade.
Richard Graham, médico da menina, diz que casos como esse tendem a ser mais frequentes. Para ele, quanto mais cedo os pais perceberem o comportamento da criança, mais fácil será tratar o problema. O vício em Internet é uma doença catalogada do Catálogo Internacional de Doenças. A clínica de Graham oferece um programa de desintoxicação de um mês ao custo de £16,000 (R$ 50 mil). Preocupante, não é?
dica do Douglas Rezende
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