quarta-feira, 30 de julho de 2014

Confira 15 práticas de corrupção cotidianas

Publicado em O Globo
A campanha eleitoral já começou. Nesse período, corrupção é tema frequente nos embates entre os candidatos e nas conversas dos brasileiros. A prática, porém, extrapola o campo político. Conheça exemplos lembrados pelo cientista político Alexandre Gouveia que mostram o quanto atitudes corriqueiras se enquadram nesse ato.
Não dar nota fiscal
1notafiscal
Vender ou comprar produtos falsificados e/ou contrabandeados
A Receita Federal apreendeu mais de 200 mil bolas falsificadas em Santos
Não declarar produtos comprados no exterior, evitando o recolhimento de impostos
3imposto
Não declarar rendimentos extras no Imposto de Renda
4impostorenda
Usar o vale refeição para fazer compras no supermercado
5mercado
Estacionar veículos, utilizar filas prioritárias e assentos destinados exclusivamente para idosos e deficientes
6idosos
Vender seu voto ou trocá-lo por algum benefício pessoal, como emprego, material de construção, cesta básica, etc.
7voto
Na escola, dar uma olhada na resposta do colega (a famosa “Cola”)
8cola
Andar com o veículo pelo acostamento
9acostamento
Evitar uma multa oferecendo dinheiro ao policial
10multa
Furar fila
11filas
Fazer ligação ilegal de serviços como TV a Cabo, Energia Elétrica, etc.
12gato
Apresentar atestado médico falso 
2011031677137
Falsificar carteirinha de estudante para obter descontos e benefícios
14carteirinha
Bater o ponto de trabalho para o amigo
15ponto

terça-feira, 29 de julho de 2014

Francisco é o 1º papa a visitar uma igreja evangélica pentecostal


Papa Francisco em sua chegada à Caserta para se reunir com amigo protestante (foto; Cesare Abbate/Efe)
Publicado na Folha de S.Paulo
O papa Francisco tornou-se, nesta segunda-feira (28), o primeiro líder da Igreja Católica a fazer visita a uma igreja evangélica pentecostal -ramo do protestantismo considerado grande “competidor” dos católicos na disputa por novos fiéis no mundo.
Francisco viajou de helicóptero à cidade de Caserta, no sul da Itália, e foi à Igreja Evangélica da Reconciliação, cujo prédio ainda está em obras. O papa também se reuniu privadamente com o pastor evangélico Giovanni Traettino, amigo de longa data.
No sábado (26), o papa já tinha estado em Caserta para celebrar uma missa em honra à padroeira santa Ana, evento que reuniu aproximadamente 200 mil católicos.
Falando nesta segunda a cerca de 350 fiéis na igreja evangélica, o pontífice pediu desculpas pela perseguição católica aos pentecostais durante o regime fascista na Itália (1922-1943), quando a prática de sua fé era proibida.
“Entre os que perseguiam e denunciavam pentecostais, quase como se fossem pessoas loucas tentando destruir a raça [humana], havia também católicos”, discursou.
“Eu sou o pastor dos católicos e peço o seu perdão por aqueles irmãos e irmãs católicos que não compreenderam e foram tentados pelo Diabo”, acrescentou o papa.
Francisco também citou o ineditismo da visita. “Alguém vai se surpreender: ‘O papa foi visitar os evangélicos?”. Mas ele foi ver seus irmãos.”
O papa defendeu ainda a “unidade na diversidade” dentro do cristianismo. “O Espírito Santo cria diversidade na igreja. A diversidade é bela, mas o próprio Espírito Santo também cria unidade, para que a igreja esteja unida na diversidade: (…) uma diversidade reconciliadora.”
Depois do ato, que durou cerca de uma hora e meia, o papa almoçou com a comunidade, divulgou a Santa Sé em comunicado.
Francisco aterrissou em Caserta às 10h15 (5h15 de Brasília), num heliporto no Palácio Real da cidade, após deixar a Cidade do Vaticano de helicóptero, pela manhã. Do palácio ele seguiu de carro até a casa do pastor Traettino.
Após a conversa privada, os dois religiosos foram de carro à igreja evangélica. Antes de entrar no templo, o papa cumprimentou fiéis católicos que aguardavam, curiosos, a sua chegada.
PEDIDOS DE PERDÃO
O protestantismo pentecostal é uma corrente surgida nos EUA, no início do século 20, com ênfase na experiência direta de Deus por meio dos dons do Espírito Santo, como os de curar e de falar línguas desconhecidas.
Antecessores de Francisco no papado, como João Paulo 2º, já haviam pedido perdão pela perseguição a protestantes históricos –ramo do cristianismo surgido com o cisma na Igreja Católica que caracterizou a Reforma na Europa, a partir do século 16.
dica do Sidnei Carvalho de Souza

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Quero comunicar que sou PRÓ-ISRAEL. Te chocou?? Problema seu.


Sou a favor de Israel não por religião, crença, tradição ou seja lá o que você pensa. Sou pró-Israel por causa da legitimidade de se Estado e Ilegitimidade da Palestina, da faixa de gaza. Me acha genocida por esta declaração? Problema seu, pode achar o que voc~e quiser, eu não acho, tenho certeza de que não o sou.

Muçulmanos estão matando ao redor do mundo e ninguém diz nada. A antiga Nínive da Bíblia, agora chamada Mosul está alem nenhum cristão desde quarta feira, porque? Quem não fugiu agora está morto, muçulmanos os mataram, estupraram, espancaram e degolaram. Na Palestina fazem o mesmo.

Iasser Arafat, terrorista assassino detentor de uma fortuna de 1,3 bilhão de dólares à época de sua morte, depois da guerra dos seis dias, foge para a Jordânia, e, expulso pelo Rei Hussein, no Setembro Negro, depois de aterrorizar o país junto com a FATAH, ocupa a Palestina e começa seu reinado de terror, depois de morto aparece o seu substituto, que nada deve em terror e maldade.

"Deixem desmoronar, será a culpa de Israel e dos americanos" (29 de Fevereiro de 2004, dirigindo-se a Edward G. Abington, um antigo membro do departamento de Estado Americano, agora consultor de Washington para a Autoridade Palestiniana, referindo-se ao futuro da Autoridade Palestiniana)

Quanto à morte de crianças, voce expressou sua opinião na guerra da Bósnia? Serra Leoa (ou só ficou sabendo depois de ver "Diamantes de Sangue'?)? Ficou sabendo do que aconteceu no Líbano nos 70´s?

Milícias CRISTÃS se levantaram contra a FATAH, irmão. Fica indignado com as crianças que vivem sob a Sharia? Se revolta com o decreto da ISIS que TODAS as mulheres debaixo do domínio deles devem sofrer mutilação genital, independente da idade?

Ah, eu não sabia, voce vai dizer... eu digo a voce: problema seu.
Querem Israel hoje, a ISIS quer a Europa, e depois?

Não apóio a morte de civis, de crianças, de maneira alguma, mas antes de emitir opinião, se imagine lá, se imagina na Israel Defense Forces, vendo mísseis e morteiro atacando sua família, sua terra, voce tem um ar-terra para lançar, há crianças no local, e voce só precisa de um tiro para calar os morteiros, não voce nunca se imaginou assim, pois seu mundo é cor-de-rosa com toques de verde-limão. É difícil, mas veremos tempos piores, amigos, se as coisas cotinuarem do jeito que vão, se o Iran entrar, e talvez entre, se tivermos outra edição da Guerra dos Seis Dias será muito mais sangrenta e abrangente e atômica.

Escrevi o que escrevi, não venha com argumentos pífios, ou melhor, guarde sua opinião pra você.

Assista este vídeo e entenda porque cadáveres de crianças são exibidas como trófeus vergonhosos pelos Palestinos. Deixem desmoronar... será culpa de Israel e dos americanos....

Neilton Domingues

https://www.facebook.com/photo.php?v=802664019758029



Jesus é um homem; Cristo, uma ideia

Fernanda Torres, na Folha de S.Paulo
Os primeiros capítulos de “Zelota” -do escritor e estudioso de religiões americano-iraniano Reza Aslan- descrevem a Palestina no período em que Jesus veio ao mundo. A multiplicação de seitas entre a população carente, a aceitação dos valores romanos pela elite judaica, a presença ostensiva das legiões no território ocupado e o terror do apocalipse lembram, em tudo, os dias de hoje no Oriente Médio.
Com o avanço das tropas israelenses sobre Gaza, e a Síria embrenhada numa guerra civil sem solução, o paralelo entre a rejeição dos profetas do século 1º à civilização romana e a negação do Islã a se render ao capitalismo global é quase inevitável.
Mas a leitura de “Zelota” fala tanto do conflito entre Ocidente e Oriente naquela estreita faixa do planeta, como também elucida uma outra contenda, em curso aqui, neste sítio que permaneceu Paraíso até 1500 d.C.: a dos direitos sobre a imagem do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Sem revelar nada que não seja conhecido, o autor parte da morte na cruz -punição prevista aos que cometessem crimes contra o Estado- para separar o Jesus histórico da figura de Cristo. O revolucionário, do pacifista.
Contrário à romanização dos hebreus, Jesus ambicionava estabelecer o Reino de Deus sobre a Terra, prometido a Davi por Javé. Para tanto, seria preciso expurgar abastados e sacerdotes subservientes a Roma e bani-la do solo sagrado. Jesus pregava uma revolução.
Ela viria, três décadas depois da crucificação e com trágicas consequências. Em 66 d.C., grupos radicais conquistaram Jerusalém e queimaram os arquivos contendo a dívida do povo. Farta, Roma enviou o general Tito -mais tarde imperador- à antiga Canaã e a varreu do mapa.
Do Templo de Jerusalém, só sobrou o Muro das Lamentações.
As imagens dos bombardeios a Gaza, estampadas nos jornais de hoje, bem ilustrariam a passagem histórica.
O massacre, comparável à invasão babilônica, tornou os sobreviventes avessos aos que defendiam o confronto direto com os Césares. Nesse cenário, surgiu Paulo de Tarso. Paulo afasta Jesus da causa judaica, elimina o caráter territorial do Reino de Deus e converte os gentios. Cristo é criação do letrado Paulo.
Jesus é um homem; Cristo, uma ideia. A quem pertence uma ideia? À humanidade, provaria Paulo. Em três séculos, o Império Romano se renderia ao Nazareno.
Em 2010, as famílias dos engenheiros responsáveis pela construção do Cristo Redentor perderam para a Arquidiocese do Rio de Janeiro, na Justiça, o direito sobre a imagem da estátua. O precedente deu à Cúria poderes para coibir o uso indevido, segundo a Igreja, do monumento. Os distribuidores do blockbuster “2012″ sofreram processo e os italianos foram impedidos de vesti-lo com a camisa azul da seleção.
Essa semana, a Arquidiocese liberou o episódio dirigido por José Padilha para a película “Rio, Eu te Amo”, onde o personagem de Wagner Moura, num sobrevoo de asa-delta, acusa o Senhor cara a cara de virar as costas para os problemas mundanos.
A Mona Lisa resistiu aos bigodes de Duchamp; Rodin, se vivo, teria orgulho da multiplicação de charges do Pensador e os punks se apropriaram da cruz. O veto inibe o ícone. Bem fez a Cúria em liberar.
Tratar o Redentor como posse é medir o Reino de Deus em metros quadrados. O convertido Saulo ensina que a mensagem deve circular livre de dogmas e de acordo com seu tempo.
O poder do Templo de Jerusalém era baseado no fato de ali, e somente ali, no Santo dos Santos, ser possível a comunicação com o Altíssimo. Sua arquitetura era voltada para dentro, com muros altos que separavam os milhares de visitantes em pátios internos, um labirinto que se afunilava até a presença divina.
A exclusividade transformou o santuário num lucrativo mercado de oferendas e corrompeu o clero. É o que denuncia Jesus, pouco antes de promover o quebra-quebra que o levaria à prisão.
A natureza do Cristo da Guanabara é oposta. Plantado do cume do Corcovado, basta olhar para o alto para se dirigir a Ele.
Entendo que a Cúria zele pelo Nosso Senhor. Os engenheiros também têm razões para reivindicar seu quinhão, respeitando, é claro, os 60 anos do falecimento dos autores, todos mortais, não sujeitos à ressuscitação.
Mas o imaginário a Deus pertence.

Fiel a pé não terá acesso a templo da Universal


Templo Salomão, da Universal
Diego Zanchetta, em O Estado de S. Paulo
Após quatro anos de obras que custaram R$ 680 milhões, o Templo de Salomão, construído no bairro do Brás, região central de São Paulo, pela Igreja Universal do Reino de Deus, vai ser inaugurado no dia 31 somente para convidados e autoridades. O espaço de 100 mil metros quadrados também não tem data para ser aberto aos fiéis – quem quiser assistir aos cultos terá de pagar a passagem para a empresa de fretamento contratada pela Universal, ao valor de R$ 45 por pessoa, para quem mora na capital.
Nesta quinta-feira, 24, a cúpula da igreja promoveu uma entrevista coletiva em Santo Amaro, na zona sul, para explicar detalhes sobre o templo, o maior espaço religioso do País, quatro vezes maior do que o Santuário Nacional de Aparecida. O local acomodará um público de 10 mil pessoas, sentadas. O ambiente é suntuoso, com mármore rosa italiano, 10 mil lâmpadas de LED e oliveiras importadas de Israel.
Autoridades. Para a inauguração do dia 31, autoridades como a presidente Dilma Rousseff, o seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad são aguardadas para o evento. “Teremos centenas de autoridades. Não temos um balanço dos nomes, mas a Dilma já se antecipou e declarou publicamente que estará presente”, disse Renato Parente, jornalista que apresentou os detalhes do templo.
Parente disse que nenhuma pessoa poderá entrar no templo por conta própria. Quem quiser, vai precisar contratar o serviço de fretamento feito por ônibus. Para pessoas de outras cidades e Estados o valor da passagem ainda não foi estimado pela mesma empresa de ônibus, cujo nome não foi revelado. “É um preço que será cobrado pela empresa de fretamento, não é da igreja. Não é um ônibus de linha normal, é turístico”, disse Parente. O templo também vai ter um telão com 20 metros de comprimento (maior do que os telões dos estádios da Copa do Mundo) e 60 apartamentos para pastores convidados, além da residência oficial do pastor Edir Macedo, fundador da Universal.
A igreja também divulgou regras para o uso de roupas. Mulheres devem evitar o uso de minissaias e roupas curtas. Para os homens, está vetado o uso de bermudas e de uniformes de clubes esportivos. Chinelos, camiseta regata, boné e óculos escuros também foram proibidos.
Contrapartidas. A autorização para o funcionamento do local foi emitida pela Prefeitura no dia 10, por meio da certidão de diretrizes da CET, documento que atesta que o empreendedor cumpriu as contrapartidas pelo fato de ser um polo gerador de tráfego. Entre as obras que a igreja teve de realizar, estão a instalação de cinco semáforos em cruzamentos da região e o plantio de 25 mudas de árvores. Outra contrapartida foi a exigência do rebaixamento de guias de cinco cruzamentos. O certificado de conclusão de obra ainda deverá ser solicitado.

Israel rejeita crítica do Brasil a ação em Gaza e diz que país é ‘irrelevante’

Diogo Bercito, Natuza Nery e Carolina Linhares, na Folha de S.Paulo
O governo de Israel reagiu duramente nesta quinta-feira (24) às críticas feitas pelo Brasil à operação militar na faixa de Gaza.
À Folha, a Chancelaria de Israel afirmou que o “comportamento” do Brasil “ilustra a razão por que esse gigante econômico e cultural permanece politicamente irrelevante”. Além disso, o governo disse que o país escolhe “ser parte do problema, em vez de integrar a solução”.
O “comportamento” ao qual Tel Aviv se refere é um comunicado distribuído na noite desta quarta (23) em que o Itamaraty condena o “uso desproporcional da força” por parte de Israel e não faz referência às agressões de palestinos contra israelenses.
No dia 17, comunicado similar afirmava condenar “igualmente” os bombardeios israelenses e os ataques de Gaza. Daquela vez, o Brasil também expressava “solidariedade” com vítimas “na Palestina e em Israel”. Agora, fala somente no “elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças” deixado pelos ataques israelenses.
Também nesta quarta, o governo brasileiro chamou o embaixador de Israel em Brasília, Rafael Eldad, para expressar seu protesto, e convocou o embaixador brasileiro em Tel Aviv, Henrique Pinto, de volta a Brasília. Na linguagem diplomática, o protesto feito a Eldad e a convocação de Pinto são sinais fortes de desagrado.
Em seu site, a diplomacia israelense acusou o Brasil de fornecer “suporte ao terrorismo” e afirmou que isso, “naturalmente”, afeta “a capacidade do Brasil de exercer influência”.
Na nota, Israel se diz “desapontado” com a convocação do embaixador brasileiro e observa que a atitude “não reflete” o nível das relações entre os países, além de “ignorar o direito de Israel de se defender”. “Israel espera o apoio de seus amigos na luta contra o Hamas, que é reconhecido como uma organização terrorista por muitos países ao redor do mundo”, afirma.
Horas após a forte reação israelense, o chanceler brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, minimizou a crise, dizendo que a “discordância entre países amigos é natural”. Em visita a São Paulo, ele disse que o comunicado do Itamaraty nesta quarta –e que contou com aval da presidente, segundo a Folha apurou– não apaga as críticas feitas anteriormente ao Hamas só porque não as menciona. Ele afirmou ter escrito o texto.
“O gesto que tinha que ser feito foi feito. O Brasil entende o direito de Israel de se defender, mas não está contente com a morte de mulheres e crianças”, explicou.
Sobre a crítica de Israel, Figueiredo disse que o Brasil não é um “anão diplomático” e mantém relações com todos os países da ONU.
Fontes ouvidas pela Folha afirmam que o Itamaraty e o Palácio do Planalto ainda estudam a melhor reação para um comentário considerado “tão duro”. Se, de um lado, alguns diplomatas brasileiros alertam para que não se “bata boca” com Tel Aviv, outros analisam ser necessário uma resposta enérgica da própria presidente da República para responder a crítica à altura.
GAZA
Em Gaza, o gesto brasileiro foi recebido com festa. Palestinos se aproximaram da reportagem da Folha para expressar gratidão ao governo Dilma Rousseff. “Obrigado por convocar seu embaixador”, disse Tawfiq Abu Jamaa, em Khan Yunis. “O Brasil é melhor do que os países árabes, como o Egito, que não fazem nada.” Outro palestino, Sabri Abu Jamaa, disse que “a população civil, em Gaza, não precisa de recursos. Precisa de palavras de apoio, como as brasileiras”.
O porta-voz do Hamas Ihab al-Ghussein confirmou à Folha, em Gaza, ver com bons olhos o gesto diplomático brasileiro. “O passo do Brasil é muito importante. O Brasil está sempre ao lado da justiça”, disse. “Pedimos que todos os países façam o mesmo.”
A facção palestina Fatah, que controla a Cisjordânia, louvou também a atitude do Itamaraty, mas fez ressalvas à abrangência da medida. “O Brasil entende que a responsabilidade da comunidade internacional não é apenas emitir notas”, afirmou o porta-voz Xavier Abu Eid. “O que foi feito pelo Brasil é um de diversos passos que todo Estado deveria tomar.”
Desde que a operação israelense batizada Margem Protetora começou, no último dia 8, mais de 700 palestinos -na maioria civis- foram mortos. Do lado israelense, foram 32 militares e três civis, sendo um cidadão tailandês. O intuito da operação é desmantelar o movimento radical islâmico Hamas, que governa Gaza.

Bíblia fracassa em dar respostas, diz ex-pastor

Publicado por Livraria da Folha
Bart D. Ehrman, ex-pastor e chefe do departamento de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, considera que a Bíblia fracassa em dar respostas para uma questão fundamental: o sofrimento.
A existência do sofrimento no mundo passou a ser um pensamento obsessivo enquanto ele ainda era pastor e comprometido com o cristianismo e com o seu rebanho. Essa obsessão o fez vasculhar a Bíblia.
“Para mim, o problema do sofrimento se tornou o problema da fé”, escreve Ehrman em “O Problema com Deus”. “Algumas pessoas acham que conhecem as respostas. Ou não se incomodam com as perguntas”.
Ehrman aprendeu nas mensagens bíblicas que Deus, por amor, interfere para socorrer seus fiéis em momentos difíceis. Assim, Ele ajudou o povo escolhido a escapar da escravidão no Egito, curou os doentes e alimentou os famintos.
“Onde está esse Deus agora?”, questiona. “Se Deus interferiu para livrar os exércitos de Israel de seus inimigos, por que não interfere agora quando exércitos de tiranos sádicos atacam de forma selvagem e destroem aldeias, cidades e mesmo países inteiros?”
“Por que uma criança –uma simples criança!– morre de fome a cada cinco segundos? A cada cinco segundos.”
No livro, ele analisa as Escrituras e apresenta uma série ensinamentos conflitantes, principalmente na questão do sofrimento, algo que o autor considera uma dos temas mais fascinantes da humanidade e o que o levou a perder a fé.
Abandonar o cristianismo não foi uma tarefa fácil para Ehrman. “Eu fui embora esperneando, querendo desesperadamente me aferrar à fé que conhecia desde a infância e da qual me tornara íntimo a partir da adolescência. Mas eu tinha chegado a um ponto em que não podia mais acreditar”, conta.
“Eu finalmente reconheci a derrota, me dei conta de que já não podia acreditar no Deus da minha tradição e reconheci que era um agnóstico: eu não ‘sei’ se existe um Deus; mas acho que se houver um, ele certamente não é aquele proclamado pela tradição judaico-cristã”.

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